Postagens populares

domingo, 12 de junho de 2011

Fim do bom senso cria mar de legislação para o cotidiano

Não entendeu o título. Eu explico. Aliás, já venho explicando para aqueles que me conhecem.
Daqui a pouco: Bom dia! e licença vão ter que ser definidos por lei. E ai daqueles que não utilizarem as expressões que em época pouco remota seriam apenas sinal de civilização. Assim como insisto em manter a chama do bom tratamento entre humanos, há aqueles que simplesmente se esqueceram que habitam e dividem um mundo repleto de outros iguais a ele.
Serei mais objetiva: se falar bom dia, pedir licença, procurar não errar para não banalizar a desculpa, ficar indiginada porque a calçada - feita para pedestres - está sendo tomada por ciclistas que andam em grande velocidade para nos intimidar são modos ultrapassados - não estou me referindo a crianças que estão aprendendo a andar de bicicleta; então, é melhor parar a leitura. Senão... prossiga.
Há anos tenho para mim tratar-se de um escândalo que médicos e enfermeiros andem com seus uniformes de "autoridade" neste país pouco letrado, como que dizendo que podem tudo. Mas o cúmulo mesmo é estes senhores e senhoras adentrarem restaurantes e compartilhar com todos os micróbios que abundam os hospitais e ambulatórios junto aos demais usuários dos restaurante. Um absurdo. Velhos e novos. Os novos profissionais da saúde têm a indescência de levar até mesmo o estetoscópio (aparelho que mede os batimentos cardíacos).
Eu que moro nas imediações da Santa Casa de São Paulo convivi com estes profissionais durante mais de uma década fazendo uso de sua "autoridade" que por extensão se manifesta no seu uniforme de salva-vidas, o avental branco. Convenhamos não é preciso ser nenhum périto para saber que essa atitude é no mínimo leviana, e que andar de avental é como portar um título que se quer mostrar a todos. Inconsciente ou consciente, a situação é vexatória, porque eles sabem o risco que estão levando para dentro dos restaurantes. Mas agora, finalmente... temos uma lei. Uma lei imbecilizante que normatiza o que deveria ser bom senso.
Assim como é bom senso não ter atitudes demasiadamente íntimas em público, também é de bom senso pedir licença e falar bom dia, boa tarde, boa noite. Estamos cada vez mais nos tornando incivilizados. Quem sabe estejamos regredindo... sem que haja um limite de parada, na barbárie, por exemplo. Não, vamos retroagir de verdade e chegar até a selvageria.
É preciso reverter isso. Antes que vire lei. O bom senso está sendo banido.
É isso.
Gislene Bosnich

Nenhum comentário:

Contra a barbárie

Público-alvo: adolescentes
Motivar, impulsionar, levar à reflexão, levar à transformação consciente, coletivo sem anular o indivíduo.
O blog está disposto da seguinte maneira. Na coluna à esquerda estão disponíveis textos gerais, alinhados por série.
Também há slides de fotos de espaços culturais registradas por mim e sites sobre educação e saúde.
Já na coluna central estão as postagens. Postagens são mensagens que escrevo e envio sobre algum assunto atual e não necessariamente relacionado ao que estamos estudando. Todas as postagens podem ser comentadas, basta clicar em comentários. Aí você escreve sua opinião.
As postagens antigas estão alinhadas na coluna da esquerda. Por exemplo, o blog começou dia 30 de abril de 2008. Basta ir até arquivo do blog e procurar o mês e a data.
Voltando... na coluna central também há vários links que informam sobre possibilidade de consulta para estudo. São sites idôneos de entidades, em geral, públicas ou reconhecidas pela seriedade. Também há outro conjunto de links que agrupam espaço culturais.
Para os professores, o site dispõe de um link (sala dos professores) com textos sobre educação veiculados na mídia eletrônica, e também um canal de contato; o e-mail: contraabarbarie@gmail.com

Gislene Bosnich

Joe Sacco: o quadrinista com veia de historiador

(Restrito aos estudantes da EMEF Jackson de Figueiredo. Qual a programação de TV a que você assiste? (clique em apenas uma alternativa)

Simpsons - Bart e o Transtorno do Déficit de Atenção

Enquanto é possível... aproveite a vida.

A verdadeira história da bulímina e da anorexia

Gruipe Suína - Animação instrutiva

Melhores imagens (Destinado aos alunos)

Se você gosta de fotografar a cidade de São Paulo, envie sua foto para contraabarbarie@gmail.com ; ela pode figurar no blog.
Não valem imagens de pessoas com close no rosto. Mas se for multidão, tudo bem. A idéia é divulgar a cidade e uma forma diferenciada de enxergá-la. Procure inovar os ângulos de ver São Paulo.
Participe!
Gislene Bosnich

Concurso para os alunos

Concurso para os alunos
Qual o nome desta famosa praça? E qual famoso episódio teve início nela? (envie um e-mail contendo a resposta para contraabarbarie@blogspot.com)

Classe Média - Max Gonzaga e Banda Marginal (Leia postagem do dia 20 de julho)

Loading...

Seguidores

O Analfabeto Político - Bertolt Brecht

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, a criança abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.
Nada é impossível de Mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
Privatizado. Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.

Uma chance à Humanidade

Ser trabalhador nunca foi fácil. Ser mulher trabalhadora então ainda é mais complicado.
Este blog é uma maneira de não desistir de procurar formar trabalhadores críticos e que vão buscar transformar este mundo numa sociedade sem classes, sem exploração em que cada ser humano possa desempenhar o que desejar sem que isso signifique um crime.
Gislene Bosnich

Visitante