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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Da barbárie haitiana à festa do povo: o Deus redondo

Muita água rolou de 5 de janeiro para cá. Infelizmente, no sentido mais literal que isto pôde significar. Do Rio de Jnaiero, de São Paulo, de Minas GErais, de Santa Catarina, e novos tremores, no próprio Haiti e no Chile rondaram as notícias dos jornalistas que se locupletaram com tragédias.
O povo haitiano continua muito mal. A miséria passeia de braços dados com a esperança deste povo lutador e vitorioso pela resistência de quem já venceu espanhois e outros imperialismos. Mas miséria é miséria. Tem seu custo impresso nas almas de quem está vivo ainda naquele lugar. As forças de paz? Fazem tudo para manter a paz da burguesia local. Os Estados Unidos passaram a controlar o aeroporto impedindo ajuda. Essa é a ajuda real e capital da ONU, do Brasil (cãozinho abanando o rabinho para o Império-mor) e dos Estados Unidos.
Já o povo chileno sofreu menos com o terremoto que atingiu o país, menos no que diz respeito ao número de mortos, porque a destruição de casas e histórias ali contidas também foi de grande expressão. (Conheci uma senhora que vende artesanato, bolsas, na Praça da República que estava em Santiago (capital do Chile) no momento do terremoto. Vive no Brasil há 25 anos e foi visitar parentes. Nunca mais pretende voltar. Seu relato combina fala, gestos e toques; segurou com força em meu braço e balançou com toda força para dar dimensão do que foi o terremoto)
Infelizmente, a barbárie ronda o mundo todo, todo o tempo. Muito recentemente, Israel, em mais uma medida hitleriana, atacou embarcações de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, para onde foram expurgados os palestinos. Terrorista a bordo, disseram os porta-vozes de Benjamim Netanyahu, o primeiro ministro da estrela de Davi. Onde estariam os terroristas? Até o momento ninguém localizou. O Estado de Israel não representa os perseguidos de Hitler. Hitler perseguiu também comunistas, negros, homossexuais e pessoas com deficiência física e mental. Hitler não era um louco. Hitler estava em meio a uma crise de superprodução capitalista, destas que precisam destruir tudo para construir novamente gerando dividendos a quem for reconstruir. E que costumam funcionar bem a partir de intervenções bélicas, mas comumente conhecidas por guerras. Hitler não é acusado pela morte de cerca de 27 milhões de soviéticos, que quase ninguém conhece ou lembra de somar na conta dos crimes do nazismo. Ninguém deve esquecer o Holocausto. NENHUM DETALHE DELE e não somente a parte que inclui os judeus.
Mas tudo isso já são águas passadas, afinal o Deus redondo está em campeonato. O Futebol, grande opiário popular, depois da religião, de boa parte da programação da TV, e mais recentemente do lixo que impregna as ditas canções juvenis; as drogas de ocasião.
São Paulo, a cidade que abrigou o primeiro jogo de futebol, trazido por Charles Müller não vai abrir a Copa, possivelmente. E qual a relação disto com toda a tragédia mencionada anteriormente? Toda, pois a mesma força que destroi lá, atua aqui para fazer dos interesses maiores a decisão aparentemente técnica da ausência do Estádio do Morumi da abertura. Nem o histórico Estádio do Pacaembu tem alguma importância.
Não há absolutamente nada que o capitalismo não capitalize. Os jogos iniciais da Copa podem até não expressar o futebol sem sal que se joga nem as convocações que atendem a critérios prá lá de discutíveis. Jogadores que possuem patrocínios de grandes marcas e grifes são sempre preferidos em relação àqueles que ainda jogam na várzea do seu país com patrocinadores locais.
So é possível torcer com a energia da boa-fé mesmo quando se é jovem. Depois, à medida que passa o tempo, por mais inocente que se seja, já não é possível desdenhar da força dos interesses dos envolvidos. Já que não se trata de saudadosismo. Afinal, até quem vive de comentar o jogo sabe que a graça de outrora só no videotape. Também não vi do melhor, mas isso que está aí é indecente.
Dizem que se evidencio a vida profissional destes jogadores há os grandes capitalistas e intermediários que ganham de fato. Não nego isso. Mas que profissional trabalhador vive cercado de garantias de saúde, e com tanto razoabilidade do patrão para equívocos da vida mundana? Isso sim é que ninguém comenta. A bola está em jogo... mas o futebol está distante.
É isso.
Gislene Bosnich

Contra a barbárie

Público-alvo: adolescentes
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Gislene Bosnich

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Gislene Bosnich

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