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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Kassab encomeda pesquisa sobre satisfação ao seu (des)governo ou Desgoverno e descaso: rimas prá lá de parnasianas


Mais um apagão, mais um desmoronamento - desta vez de uma viga, mais um desastre envolvendo shopping. Três momentos compassados do desgoverno e do descaso da elite brasileira. Lula não sabe de nada. Serra não viu nada, mas vai averiguar, e Kassab comparece para a multa, seu forte nos últimos meses. Nenhuma rima de verdade. Só o sabor amargo do descompromisso com os trabalhadores. Pausa. Pausa de alguns dias até ter tempo de voltar a escrever. São 17h do dia 24 de novembro, estou em casa porque minha voz está pedindo trégua. Toca o telefone. É do IPESP, pesquisa de opinião sobre o governo Kassab. Espero a moça dizer sobre o tema da pesquisa, IPTU, transporte e trânsito, entre outros. Digo a ela, que por ser funcionária pública de São Paulo, na condição de Professora, e jornalista da área de transportes não posso mesmo ser entrevistada. Ela agradece e desliga. Jamais saberei o teor da pesquisa, mas já sei que kassab está investigando as bobagens dos últimos meses de sua administração. Qual o critério para a pesquisa. Morar na região central, aquela que vai pagar o IPTU da região dos Jardins, onde o Prefeito Kassab reside. Aliás, onde boa parte dos (ex-)prefeitos reside. Exceção do finado Pitta e da Luiza Erundina.
Bom, voltemos, Kassab está fazendo pesquisa. A imprensa está perdendo seus furos. Já são duas postagens em que escrevemos à frente.
As pesquisas devem apresentar o óbvio. Deve haver pouca gente satisfeira com a gestão Kassab, talvez os proprietários das empresas da merenda e mais alguns companheiros do DEM. Quem sabe? Será que a pesquisa irá revelar isso? E a pergunta que não quer calar: QUEM ESTÁ PAGANDO A PESQUISA? Os cofres públicos, aqueles que tiveram a verba da varrição diminuída depois, dizem, estabilizada. Aqueles que como eu ficam sem aumento enquanto o Prefeito mantém dinheiro para atender emergenciais empresários em crise?
Quem sabe os usuários do fretamento, a modalidade de transporte coletivo privado que Kassab caçou/cassou duas vezes para favorecer o transporte individual, sejam entrevistados pelo IPESP. O que terão a opinar sobre a administração mais anti-democrática. Ah! se Maluf soubesse disso antes, teria apostado suas fichas em kassab e não em Pitta. Mas Kassab foi treineiro por isso age com tamanha propriedade fazendo das suas pela cidade. Se Maluf deixou sua marca da arquitetura da destruição (belíssimo filme-crítica sobre o que pretendia Hitler com suas ideias estéticas), Kassab não quer ficar por menos.
Aguardem.
Gislene Bosnich

Cracolândia renasce na Praça da República


Todo sábado, pelo menos, cruzo a Praça da República (região central de São Paulo) em direção ao metrô São Bento. A Praça que está em constante reforma - desta vez por pelo menos seis anos e meio da longa espera pelos benefícios da linha amarela do metrô, que já passou por quatro eleições e ainda não foi nem inaugurada - tem um tapume bem no centro. O tapume encobre o pequeno coreto, memória da primeira metade do século XX. Outros palcos, outras plateias.
O caso é que desde que o Prefeito Gilberto Kassab inventou a anedota de que iria acabar com a cracolândia na base do esguichão, espirrando literalmente os viciados para outros arredores... o centro da Praça da República se transformou na nova cracolândia. E o transeunte desavisado sem mais nem menos está no centro do pito do crackonômanos (com o perdão do neologismo). Há poucos metrôs há uma base comunitária da Polícia Militar que finge não perceber os cachimbos dos garotos, garotas e adultos de todas as faixas etárias. Da primeira vez não cheguei a ver nenhum deles fumando, mas da segunda vez percebi que o antigo copo d´água já foi substituído por utensílio mais versátil e menor. O usuário moderniza sua condição.
Aparentemente há um acordo para que estas pessoas não molestem nem assaltem quem passa pelo local.
Muitas matérias jornalísticas denunciavam através da fala de médicos que a cracolândia não acabaria por decreto e sim com um vigoroso programa de saúde pública, capaz de oferecer oportunidade de tratamento aos viciados... Algo nos moldes do combate ao vírus HIV, o vírus da AIDS. {Ah! é certo que a turma do não-se-pode-gastar-dinheiro-público-com-vagabundo vai gritar mesmo. Não-se-pode-desde-que-não-seja-seu-filho-a-perumbular-pelas-ruas-em-busca-da-pedra. Infelizmente, a sociedade está produzindo este tipo de mesquinharia entre nós. O dinheiro público é para ser gasto com o povo mesmo, em qualquer condição em que ele se encontre. Para opiniões como esta - de quem diz que quem entra nas drogas o faz por opção - deve-se ter muita paciência. É parte da macrodespolitização que o governo e a mídia ajudam a incutir na sociedade}.
Mas o governo Kassab que age segundo o histórico truculento de seu partido que muda muito de nome (ARENA, PFL e DEM), mas mantém a prática, mandou a polícia para cima dos usuários. O problema não se resolveu, apenas se alastrou. Em entrevistas com comandantes de operações, os policiais dizem que agora estão encurralando os traficantes que antes ficavam quase imperceptíveis quando a concentração de pessoas estava no entorno da Luz. Mas novos usuários assim como novos traficantes surgem aos borbotões, há pesquisas que informam sobre o aumento no número de usuários de crack.
Enquanto isso, o Prefeito posa de Senhor da revitalização do centro. Qual revitalização? Moro na Vila Buarque desde 1993, com pequeno interregno, e nunca o centro esteve tão deplorável. Não se trata somente de denunciar a farsa da revitalização. Não há nem lixeiras. E se há "vândalos" (de classe média/média alta que detonam com o patrimônio público) esta desculpa não serve. Pois que se façam lixeiras de concreto. O serviço de varrição parece que pelo centro não recuperou o volume de pessoas ocupadas com esta atividade.
Somos todos amontoados como lixo. Os usuários do crack somam-se ao lixo verdadeiro e ao ratos que brincam de amarelinha na Amaral Gurgel.
Em meio a estas contradições, o Prefeito também se vangloria da cidade ser a única com o Plano de Política Climática. Deve ser para aquecer os ânimos.. que é só o que tem ocorrido até então.
É isso.
Gislene Bosnich

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O vestido é curto, a hipocrisia é grande e a imagem é boa como a da Samsung - III Parte da Vilania brasileira


Quem diria, o título da postagem está rendendo mais que deveria, mas do que eu sonharia e mais do que pode suportar um blog que foi criado com o intuito de servir de ferramenta de debate com os alunos sobre a sociedade, desmascarando suas muitas faces - faces medonhas que, por ora, parecem explicitar-se neste ramo obscuro de viés do caráter humano: a hipocrisia.
Não escrevi antes por pura falta de tempo. É preciso descansar o corpo para repor a alma de dignidade e encarar a vida para tentar transformá-la... para melhor. Mas há dias em que a tarefa parece mais penosa. Também não escrevi antes porque simplesmente despejaria nesta tela ofensas dignas aos algozes da jovem mulher de vestido. Não estou transformando-a em vítima, não. Até porque a vítima é a Humanidade mesmo. (Depois voltarei a este aspecto). Aqueles, homens e mulheres, que redesenharam 100 mil anos depois o que pode ter sido a selvageria - estágio anterior da barbárie, que por sua vez precede a civilização - não merecem nenhum respeito. Na selvageria talvez nem tivéssemos estes instintos tão animilizados, e estigmatizados pela cena dos vários celulares. Grotesca cena. Uma turba de selvagens atrás da fêmea no cio? Não, eram humanos. Por isto a metáfora é incabível e de certa maneira uma ofensa a nossos antepassados, uma vez que não se pode concluir tal arbitrariedade da parte deles. Ou não estaríamos aqui para ver e relatar esta cena brutal.
Muitos artigos bons, milhares de comentários carregados de estupidez ainda maior. Mas mesmo entre os artigos bons, há muito moralismo, o falso moralismo. Porque a moral, que é particular, quando existe coerentemente não pode se intrometer na decisão alheia, não este tipo de decisão - sem cair naquela máxima pavorosa do liberalismo: "Minha liberdade começa onde a sua acaba". Não se trata desta cilada infantilóide. Não é sobre isso que escrevo. Se houver tempo, poderia me deter entre tentar distinguir moral de ética. Não aqui nem agora. Num texto longo para figurar nas laterais do blog.
É importante notar que o ocorrido na Uniban de São Bernardo não deixa dúvida sobre o que está correndo com adolescentes e jovens adultos que passaram sua infância vendo e ouvindo o pior da produção lixo musical-visual (Sempre pode piorar) da década de 90e dos anos 2000. Mas não quero parecer, nem sou mesmo, saudosista; lixo cultural não é novidade nem vem de hoje, apenas - é certo - não para de se aprofundar.
Há um misto de repressão sexual com imaturidade absoluta - mais ou menos do tipo: "sou irresponsável porque posso ser" - enquanto muitos comentam que nossos jovens são super bem informados, com a cabeça boa, para discutir assuntos tabus. Balela pura. Estamos retrocendo na desmitificação da sexualidade. Os rapazes disparam suas armas machistas com uma precisão vexatória. Incrível como tão cedo vêm de casa soltando seus petardos de moral machista e caluniosa sobre a pseudo virilidade incontrolável do homem e a sempre previsível submissão feminina. (As garotas, em geral, concordam com absurdos que começam com uma aparente delicadeza, como levar o material dos garotos e fazer suas atividades em grupo. São essas rapazes que depois aparecem trancafiando suas ex-namoradas. Não se enganem, são eles mesmos, que nunca foram detidos em sua perversão de terem tudo que querem!). É de arrepiar até mesmo os conservadores. Estamos recuando em conquistas da década de 60 e 70. E nisso sim a escola deve cumprir um papel de abrir o debate para ouvi-los.
Mas não é só o machismo. Também há pérolas do racismo e da homofobia combinada com o machismo.
Na TV, os comerciais continuam vendendo a velha história da mulher bonita e burra e do homem, senhor do conteúdo, da racionalidade. Vejamos a propaganda da Samsung, a do blu-ray, aparelho que deve substituir o aparelho de DVD (lógica do capital - obsolescência programada). A Melhor Imagem com o Melhor Som. Aparece uma mulher que abre a boca e entoa um trecho de uma ópera, só que a voz é masculina. Que brilhante!!!. A imagem feminina agrada, mas o conteúdo dignificante, que é o que importa na ópera, é a voz de um tenor ou barítono. Um homem. É o fim! Não, não é. Até a próxima propaganda de cerveja.
Por ser da área de comunicação social, sempre que possível, porque o assunto rende bastante, introduzo algumas observações a respeito dos comerciais de TV. E alerto sobre a indução que sofremos diariamente de maneira subliminar.(Não se trata de abrir um novo assunto aqui, mas que pode ser objeto de outra postagem: as propagandas sobre veículos estão focando as crianças, querem criar o novo público consumidor de carros para a posteridade).
Ontem à noite, Dia Nacional da Consciência Negra, assisti a entrevista com o compositor, jornalista e escritor Nei Lopes, no Sala de Notícias da TV Futura. Um homem objetivo, que disse logo no início: meu novo livro é para combater a importância que estão dando a coisas desimportantes e atacar a mediocridade que grassa na sociedade brasileira. Senti-me aliviada. Pois é possível conhecer, ler, assistir e ouvir a vozes dissonantes da mediocridade, babaquice, mau caratismo, infantilidade e fobias que rondam a Humanidade. Sobre a miséria? Nenhuma palavra. nenhuma matéria. A elite continua ocultando o cadáver.
É isso.
Gislene Bosnich

Contra a barbárie

Público-alvo: adolescentes
Motivar, impulsionar, levar à reflexão, levar à transformação consciente, coletivo sem anular o indivíduo.
O blog está disposto da seguinte maneira. Na coluna à esquerda estão disponíveis textos gerais, alinhados por série.
Também há slides de fotos de espaços culturais registradas por mim e sites sobre educação e saúde.
Já na coluna central estão as postagens. Postagens são mensagens que escrevo e envio sobre algum assunto atual e não necessariamente relacionado ao que estamos estudando. Todas as postagens podem ser comentadas, basta clicar em comentários. Aí você escreve sua opinião.
As postagens antigas estão alinhadas na coluna da esquerda. Por exemplo, o blog começou dia 30 de abril de 2008. Basta ir até arquivo do blog e procurar o mês e a data.
Voltando... na coluna central também há vários links que informam sobre possibilidade de consulta para estudo. São sites idôneos de entidades, em geral, públicas ou reconhecidas pela seriedade. Também há outro conjunto de links que agrupam espaço culturais.
Para os professores, o site dispõe de um link (sala dos professores) com textos sobre educação veiculados na mídia eletrônica, e também um canal de contato; o e-mail: contraabarbarie@gmail.com

Gislene Bosnich

Joe Sacco: o quadrinista com veia de historiador

(Restrito aos estudantes da EMEF Jackson de Figueiredo. Qual a programação de TV a que você assiste? (clique em apenas uma alternativa)

Simpsons - Bart e o Transtorno do Déficit de Atenção

Enquanto é possível... aproveite a vida.

A verdadeira história da bulímina e da anorexia

Gruipe Suína - Animação instrutiva

Melhores imagens (Destinado aos alunos)

Se você gosta de fotografar a cidade de São Paulo, envie sua foto para contraabarbarie@gmail.com ; ela pode figurar no blog.
Não valem imagens de pessoas com close no rosto. Mas se for multidão, tudo bem. A idéia é divulgar a cidade e uma forma diferenciada de enxergá-la. Procure inovar os ângulos de ver São Paulo.
Participe!
Gislene Bosnich

Concurso para os alunos

Concurso para os alunos
Qual o nome desta famosa praça? E qual famoso episódio teve início nela? (envie um e-mail contendo a resposta para contraabarbarie@blogspot.com)

Classe Média - Max Gonzaga e Banda Marginal (Leia postagem do dia 20 de julho)

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O Analfabeto Político - Bertolt Brecht

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, a criança abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.
Nada é impossível de Mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
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