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quinta-feira, 10 de julho de 2008

A superexploração dos trabalhadores indianos... tão distante, tão próxima

(Veja os slides: Quando a superexploração engole a exploração)

Um expressivo exemplo de globalização e imperialismo conectados como nunca.
As máquinas seriam providenciais à situação dos trabalhadores. No entanto, não os fariam trabalhar menos. Fariam menos deles trabalharem. Em uma palavra: desemprego. Vejamos o nível da contradição. De um lado um ambiente de trabalho insalubre, ou seja, em deploráveis condições que atuam contra a saúde e a dignidade humanas. De outro, as máquinas da Schutz utilizadas pela CatWalk (passo de gato...leve, astuto) causariam de imediato a demissão destes trabalhadores. Qual a solução para esse nível de exploração? Reflitam.
Mas o que os trabalhadores indianos (chineses, e bolivianos nas oficinas dos coreanos do Bom Retiro, bairro central de São Paulo)passam hoje é o futuro de toda a classe trabalhadora; caso não lutemos, que é nossa única saída. Esse é na verdade o sonho da burguesia. Isto são as flexibilizações da legislação trabalhista. Se hoje, parte da classe trabalhadora brasileira adoece, vítima de doenças adquiridas no trabalho como: síndromes do pânico, baurnet, ler, depressão, entre outras listadas inclusive pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o que dizer se a situação for mais flexível?
Neste contexto, a Schutz parece mesmo uma promessa de vida melhor. É a burguesia civilizada desgostosa por encontrar sua rival ainda mais gananciosa.
O que acontece na Índia está bem próximo de nossos padrões. Os trabalhadores rurais brasileiros até hoje são superexplorados e as máquinas não são utilizadas na quantidade necessária, porque a mão-de-obra é tão barata que é o fazendeiro (capitalista do agronegócio) prefere dispor de muitos cortando cana-de-açúcar, ou outra cultura qualquer, a investir em máquinas. Isto porque a maior parte deste trabalhadores não possui direitos trabalhistas garantidos e demoram a comprovar quanto tempo trabalharam já que não possuem carteira de trabalho.
Como se vê a classe trabalhadora vive a mesma situação onde quer que esteja. Por isso, quando se menciona o internacionalismo, menciona-se esta necessidade da classe trabalhadora se juntar mundialmente numa única luta contra seus exploradores.

Até mais
Gislene Bosnich

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